
28/01/2026
Nos últimos anos, o Jejum Intermitente (JI) deixou de ser uma prática ancestral para se tornar uma “modinha” de internet. No entanto, no Instituto Americano, olhamos para o jejum sob a ótica da fisiologia, não do marketing. A verdade nua e crua é: o jejum é um estressor. E como todo estressor, ele pode fortalecer o seu corpo (hormese) ou quebrá-lo, dependendo do seu terreno biológico atual.
Não existe ferramenta universal na medicina. O que “seca” um paciente pode causar um colapso hormonal em outro. Vamos analisar friamente quem é o candidato ideal e quem deve passar longe dessa estratégia.
O grande trunfo do jejum não é apenas “cortar calorias”, mas permitir a flexibilidade metabólica. Em um corpo saudável, a ausência de comida baixa a insulina e obriga o organismo a acessar os estoques de gordura, produzindo corpos cetônicos. Para indivíduos com Resistência à Insulina, Pré-Diabetes ou Síndrome Metabólica, o jejum supervisionado é uma das intervenções mais poderosas que existem. Ele dá “férias” ao pâncreas e resensibiliza os receptores celulares.
Apesar dos benefícios, o jejum é um sinal de alerta para o sistema nervoso. Ele diz ao cérebro: “não há comida, fique alerta”. Para alguns grupos, esse sinal é desastroso.
O corpo feminino é biologicamente desenhado para priorizar a reprodução. Existe um sensor no hipotálamo (neurônios Kisspeptina) extremamente sensível à disponibilidade de energia.
O Risco: Jejuns prolongados ou muito frequentes (como o OMAD – One Meal a Day) podem ser interpretados pelo corpo da mulher como um ambiente hostil. A resposta é o aumento do Cortisol e a supressão do GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas).
Consequência: Irregularidade menstrual, queda de cabelo, ansiedade, insônia e bloqueio da ovulação. Mulheres que já lidam com estresse alto não devem adicionar o jejum agressivo à rotina.
O jejum exige rigidez de horários. Para quem tem predisposição à anorexia, bulimia ou compulsão alimentar, essa regra pode ser o gatilho para um ciclo de Restrição-Compulsão.
O Risco: O jejum deixa de ser uma estratégia de saúde e vira uma “punição” ou uma forma de “compensar” excessos, perpetuando uma relação doentia com a comida.
Se você já acorda cansado, depende de café para viver e se sente “ligado, mas exausto” à noite, seu cortisol já está desregulado.
O Risco: O jejum eleva o cortisol (para manter a glicose no sangue via gliconeogênese). Se suas adrenais já estão sobrecarregadas, o jejum será a gota d’água, levando a um crash metabólico, acúmulo de gordura visceral e piora da tireoide (redução da conversão de T4 em T3).
O jejum brilha em pacientes que:
Possuem boa base nutricional: Não adianta jejuar e comer fast food na janela alimentar. O corpo precisa de nutrientes para fazer a detoxificação.
Têm sono regulado: Jejuar dormindo mal é a receita para perder massa magra.
Homens (em geral): Evolutivamente, homens toleram melhor a restrição calórica aguda sem grandes abalos no eixo hormonal reprodutivo.
Mulheres na Menopausa (com supervisão): Como a reprodução não é mais o foco biológico, muitas mulheres nessa fase se beneficiam da melhora na sensibilidade à insulina, desde que não estejam estressadas.
O jejum intermitente é uma ferramenta avançada. Tentar usá-lo para corrigir uma dieta ruim ou um estilo de vida estressante é ineficaz e perigoso. Antes de fechar a boca, é preciso abrir os exames e entender como seus hormônios estão conversando.
Você quer saber se o seu metabolismo está pronto para acelerar com o Jejum Intermitente ou se essa estratégia vai te bloquear.
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