
27/11/2025
A pergunta que mais ouvimos no consultório quando um paciente atinge a meta de peso não é sobre roupas novas ou viagens, mas sim uma dúvida carregada de ansiedade: “Doutor, se eu parar de tomar o remédio, vou engordar tudo de novo?”
O medo do “efeito rebote” é real e justificável. Estudos mostram que muitos pacientes recuperam boa parte do peso perdido meses após a interrupção de medicamentos como Ozempic, Wegovy ou Mounjaro.
Mas isso não é uma sentença. Recuperar o peso não é o destino obrigatório de quem para a medicação. O segredo para manter a conquista está na estratégia de saída.
No Instituto Americano, encaramos a “fase de manutenção” com a mesma seriedade da fase de emagrecimento. Entenda como blindar o seu metabolismo contra o ganho de peso.
O primeiro passo é mudar a mentalidade. Obesidade e sobrepeso não são como uma infecção de garganta, que você toma antibiótico por 7 dias, cura e nunca mais precisa do remédio. Elas se assemelham mais à hipertensão: condições crônicas que exigem vigilância constante.
As canetas emagrecedoras (agonistas de GLP-1) corrigem desequilíbrios hormonais que causam fome excessiva. Quando você retira a medicação, esses hormônios tendem a voltar ao padrão antigo. Se você não tiver construído novos pilares de sustentação, o peso voltará.
O maior erro que um paciente pode cometer é atingir a meta na balança e suspender a aplicação abruptamente na semana seguinte.
Quando você corta a medicação de repente, os níveis de saciedade despencam e a fome volta com força total, muitas vezes mais intensa do que antes. É o corpo gritando por energia para recuperar a reserva de gordura perdida.
A Solução: O Desmame Gradual (Titulação Regressiva) A retirada da medicação deve ser feita como um pouso de avião: suave e controlado. O médico irá reduzir a dose progressivamente e aumentar o intervalo entre as aplicações. Isso “ensina” o seu corpo a retomar o controle da saciedade aos poucos, sem choques.
Aqui entra o seu “seguro de vida” metabólico. Durante a fase de manutenção, o músculo é o seu melhor amigo.
O tecido muscular é metabolicamente caro; ele gasta calorias apenas para existir. Se você emagreceu perdendo muito músculo (o que é comum sem a dieta correta), seu metabolismo ficou lento. Para manter o peso “pós-remédio”, o foco deve sair apenas do cardio e ir para o treino de força (musculação). Quanto mais músculo você preservar ou ganhar, mais fácil será manter o peso sem a medicação.
Sem a medicação, você voltará a sentir fome. Isso é normal e fisiológico. A estratégia não é lutar contra a fome, mas sim gerenciá-la:
Densidade Nutricional: Aposte em alimentos com muito volume e poucas calorias (muita salada, vegetais, frutas com casca). Eles enchem o estômago fisicamente.
Proteína Fracionada: Comer proteína em todas as refeições ajuda a manter a saciedade natural por mais tempo.
Sono e Estresse: Dormir mal aumenta a grelina (hormônio da fome). A higiene do sono é parte essencial da manutenção.
O corpo tem uma “memória” de peso (set point) e tende a querer voltar para o peso mais alto que você já teve. Estudos sugerem que precisamos manter o novo peso por um período considerável (muitas vezes mais de um ano) para que o cérebro entenda que aquele é o “novo normal”.
Por isso, o acompanhamento médico não deve acabar quando a receita acaba.
Conclusão: A Manutenção é um Tratamento
Parar a medicação não significa “alta médica”. Significa que você entrou em uma nova fase do tratamento, onde o protagonista deixa de ser o fármaco e passa a ser o estilo de vida que construímos juntos.
Não tente fazer o desmame sozinho. O risco de recuperar o peso é alto sem orientação.
No Instituto Americano, criamos planos de manutenção personalizados para garantir que o seu resultado seja duradouro. Agende seu retorno e vamos planejar seus próximos passos com segurança.
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Nossos especialistas estão disponíveis para esclarecer suas dúvidas e ajudá-lo a encontrar o programa perfeito para você.